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PRINCÍPIOS GERAIS SOBRE CADEIRAS DE TRABALHO

abril 13, 2017 - ergoplenna

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Estudos de âmbito internacional sobre problemas do sentar foram efetuados através dos anos por profissionais de diversas áreas, como a Medicina do Trabalho e Ergonomia. O desenvolvimento de projetos de cadeiras apropriadas para o trabalho tem significativa importância, quando se constata o número cada vez maior de pessoas que trabalham na posição sentada.
Esta constatação justifica os inúmeros estudos relacionados com a postura sentada, enfocando, entre outros, aspectos anatômicos, antropométricos e fisiológicos.
Alguns princípios gerais sobre cadeiras de trabalho foram coletados de diversos estudos: SCHERRER[27], TICHAUER[28], GRANDJEAN[14], PANERO[22] e CHAFFIN[2], tais como:

  • Nenhuma cadeira pode ser considerada ótima para toda e qualquer situação de trabalho; somente uma análise pode indicar as necessidades especificas da tarefa em consideração, já que um assento concebido para a atividade não será necessariamente concebido para outra atividade;
  • O assento deve ser dimensionado considerando as medidas antropométricas da população de usuários;
  • Um assento demasiadamente alto provoca compressão na parte posterior das coxas, causando problemas circulatórios;
  • Um assento demasiadamente baixo provoca uma extensão das pernas para a frente, privando-as de estabilidade. A altura do assento não deve ultrapassar a distância do chão à cavidade posterior do joelho, chamada cavidade popliteal. Por essa razão, a altura do assento deve ser ajustável dentro de um determinado curso e o emprego de um apoio de pés, igualmente regulável, pode ser indicado;
  • Para um maior conforto e proteção, ao se definir a profundidade do assento, deve-se deixar uma distância a cerca de 3 cm entre sua extremidade e a cavidade popliteal para impedir que a borda do assento comprima a parte posterior da perna;
  • A parte frontal da superfície do assento deve ser arredondada, evitando assim o contato da parte posterior da coxa com uma borda de canto vivo. Saliências e contornos no assento podem restringir a mudança de postura causando desconforto.
  • O espaço para as pernas entre a superfície inferior da bancada de trabalho e a superfície do assento deve ser maior do que a espessura da coxa, no seu terço superior, essa distância evita a compressão da coxa entre o assento e o plano inferior da bancada de trabalho;
  • A largura do assento é indicada pela largura do quadril-sentado, à qual se deve somar uma tolerância de 25%,para permitir movimentos laterais;
  • Um apoio que sustente o dorso da pessoa sentada diminui a atividade muscular do tronco, este apoio não deve, entretanto, reduzir a mobilidade da coluna vertebral ou dos membros superiores;
  • o encosto da cadeira empregada para trabalho que necessite movimentos constantes para os lados e frente, deve oferecer apoio lombar; a parte superior do encosto deve estar situada abaixo da borda inferior das omoplatas. O encosto bem dimensionado não deve interferir com o movimento dos ombros, devendo oferecer ajuste de altura e tendo sua inclinação entre 95°a 110°em relação ao assento;
  • o ajuste apropriado das cadeiras utilizadas no desempenho de determinada tarefa é muito importante, e deve ser considerado em conjunto com a mesa e a disposição dos implementos do trabalho: componentes, ferramentas, etc… A altura do assento deve permitir que o cotovelo da pessoa sentada fique aproximadamente na altura da superfície de trabalho.

Observação: A altura da bancada de trabalho necessita estar condizente com o ângulo de abdução do braço; para manter essa relação em ambas as posturas(em pé ou sentada), a cadeira e o apoio de pés devem ser dimensionados adequadamente.
A altura do assento determina o ângulo de abdução entre o braço e o tronco, diminuindo o índice de desempenho da tarefa à medida que esse ângulo aumenta.

Segue abaixo as medidas padronizadas pela norma brasileira ABNT NBR 13962:2006 baseada nas normas EM 1335-1:2000,EM 1335-2:2000, ANSI/BIFMA x5.1:2002 e ISO/FDIS 21015:2006

NOTA: a recomendação de um tipo de cadeira para um posto de trabalho é feita com
base na análise ergonômica do trabalho.Pode-se tomar como diretrizes gerais;
a) para um posto de trabalho que envolva habitualmente atividades com o uso de equipamentos informatizados(teclado,mouse,terminal de video), é recomendado o uso de cadeiras do tipo B ou A
b) para um posto de trabalho que envolva rotatividade acentuada de operadores de diferentes constituições físicas (trabalho em três ou mais turnos,postos de teleatendimento,etc), é recomendado o uso de cadeiras do tipo A.

Dispositivos de regulagem obrigatório:
Cadeira do tipo A – altura do assento, altura da lombar,inclinação do encosto,profundiade do assento e inclinação do assento
Cadeira do tipó B -altura do assento, altura da lombar, inclinação do encosto
Cadeira do tipo C – altura do assento e altura do apoio lombar

Cadeiras operacionais giratórias

Definição: toda cadeira que apresenta dispositivo que permita no mínimo regulagem de altura do assento,regulagem do apoio lombar,giro da concha e base com pelo menos cinco pontos de apoio,provida ou não de rodizios.

Dimensões para cadeiras operacionais giratórias (mesa altura padrão 74 cm)
tabela 1

Para cadeira giratória operacional alta
Cadeira giratória operacional alta
As dimensões da cadeira giratória operacional alta deve ser provida de sapatas no lugar de rodízios. As dimensões devem seguir a tabela 1 , e para o restante das variáveis a tabela 2.

Dimensões em mm

Fonte INT e ABNT NBR 13962

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